terça-feira, 17 de março de 2015

CRISTO TE CHAMA


CRISTO TE CHAMA

Theodore L. Cuyler


As três palavras mais doces que já chegaram aos ouvidos humanos são estas três proferidas por Jesus Cristo: “Vinde a mim”. Mesmo que extraíssemos toda a essência de toda a filosofia humana, esta não se compararia a tais palavras. Para quem é destinado esse cordial convite? Para todos; e se você, meu caro leitor, ainda não o aceitou, é diretamente para você. Observe quão curto, simples e direto é o chamado. É a urgência do amor. “Vinde!” – clama o hospitaleiro dono do banquete do Evangelho. “Minha ceia está preparada, e tudo está pronto.” “Venha!” – clama a voz da ansiosa afeição. “Você tem estado longe por muito tempo. Eu tenho um grande presente para você. Todo aquele que vem a mim tem a vida eterna!”. O amor sempre tem urgência, e a autoridade divina tem esse direito. Como se não fosse suficiente para Jesus Cristo, proferir o próprio gracioso convite, as palavras finais da Bíblia fazem eco ao chamado: “E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”. Essas últimas palavras soam como uma melodia da música celestial.

Ninguém menos do que o Filho de Deus apresenta a você esse mais do que urgente convite, e assegura a você o incentivo supremo dos pecados perdoados, do coração purificado e de uma nova vida concedida, que continuará se expandindo e brilhando por toda a eternidade. Jesus Cristo não apresenta a você um sistema de doutrina para que você estude; Ele não pinta um ideal para que você admire; Ele oferece a Si mesmo. Você não precisa de um sistema, e sim de uma pessoa; uma pessoa que expie seus pecados, que te ensine a viver, que seja capaz de ajudá-lo; sim, uma pessoa que entre no mais profundo de sua alma e fique ali como uma presença constante e um poder onipotente. Jesus lhe diz: Quem tem o Filho tem a vida”. O mais extraordinário homem do primeiro século declarou: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus”.

Talvez você frequente alguma igreja cristã, desfrute de um bom sermão, leia frequentemente a Bíblia e a aceite como a inspirada Palavra de Deus. Você pode orar com frequência e até mesmo ter a intenção de se tornar um cristão antes de morrer. Mas as igrejas, os sermões, a leitura da Bíblia, as orações e as boas intenções não salvam sua alma. É Jesus Cristo que faz o cristão. Ele diz: “Vinde a mim”. O Espírito Santo diz: “Vem”. E de todas as multidões que foram vistas por João louvando a Deus, em brancas vestes celestiais, é declarado que lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”.

“Como exatamente eu devo ir a Cristo?”. A esta adequada pergunta eu responderia que “ir” implica em uma ação de sua parte; é mais do que uma opinião, um sentimento ou um desejo. É um passo positivo. A única fé em Cristo que é verdadeiramente proveitosa é a fé que age. Sua fé pode atuar de duas maneiras na oração e na prática. Seus pecados pesam contra você, ore fervorosamente por perdão. Seu coração é impuro, ore por limpeza. Você está moral e miseravelmente fraco, ore por força. Mas toda essa oração não valerá de nada se você não fizer algo em direção ao atendimento de suas próprias petições. Obedeça a Cristo! Comece a fazer o que Ele manda. Isso significa uma pronta, sincera e consciente obediência ao novo Mestre. A primeira coisa que você faz para obedecer a Jesus Cristo marca a mudança; essa é a primeira evidência da conversão.

Cristo é muito gentil, paciente e bondoso com os iniciantes que são sinceros em ir a Ele. Ele diz: “Aprendei de mim”, da mesma forma como uma mãe amorosa orienta e ajuda seu bebê que está fazendo suas primeiras tentativas de caminhar. Lembre-se que você está lidando com alguém que é Todo-Poderoso e divino, que pode agir diretamente sobre você e sobre mim de uma forma sobrenatural, que promete Sua ajuda sobrenatural para o futuro, e quando você começa a obedecer, Ele diz com ternura: “Meu fardo farei leve; o meu jugo forrado com amor; minha graça te basta”.

“Se eu for a Cristo, devo negar a mim mesmo e tomar a minha cruz?”. Sim, você deve negar seu ser pecaminoso. Dificilmente se vê um ato nobre ser forjado neste mundo, sem que exija uma abnegação de algum tipo. Jesus Cristo não faz cristãos simplesmente para deixá-los confortáveis​​; Ele não fornece carros especiais para transportar discípulos mimados. É daquilo que você e eu abrimos mão por Cristo e pelo próximo que nos faz ricos. Alegre-se no fato de que Aquele que levou nossos pecados na cruz deseja que levemos “as cargas uns dos outros”, e assim cumpriremos a lei do amor. Rogo a você, não barganhe para ter uma religião barata e fácil. Seguir a Cristo traz algunsgólgotas”, mas a vitória e as santas alegrias nos esperam no topo; as cruzes se tornarão, então, em coroas brilhantes.

Sua graciosa promessa é: “Vinde a mim, e eu vos aliviarei”. Não entenda mal essa palavra tão rica. Ela não significa a ociosidade ou o céu com antecedência. Não há nenhuma carga, de escravidão tão esmagadora, quanto o pecado. O Redentor, a um custo infinito, morreu para livrá-lo da carga da culpa condenatória; você só pode encontrar alívio aceitando-O como seu substituto, seu sacrifício e seu Salvador. O alívio prometido a você é uma alma em paz. O dinheiro ou a fama não podem comprar isso. A doce sensação do pecado perdoado, a paz com Deus que traz conversão, o descanso que você sentirá quando sua consciência lhe disser que você está justificado – assim como a agulha da bússola que fica em repouso quando aponta para o pólo –, a satisfação de fazer o bem sob a inspiração de Cristo dentro de você e, finalmente, a certeza gloriosa do céu; tudo isso está estendido a você através da mão amorosa que foi molhada com lágrimas e com o sangue expiatório. Você pode recusar um convite como esse? Em seu “sim” ou “não” para Cristo pende o seu destino para toda a eternidade.


Extraído do Livro: Campaigning for Christ de Theodore L. Cuyler
Tradução ©Editora Letras 2015 


Theodore Ledyard Cuyler (1822-1909) foi um proeminente pastor presbiteriano de Nova Iorque. No auge de seu ministério, a Igreja da Avenida Lafayette se tornou a maior igreja presbiteriana do país. Cuyler escreveu milhares de artigos e 22 livros, dentre eles o livro "Ao Jovem Pregador", publicado pela Editora Letras. Acreditava firmemente que aquilo que um pregador faz fora de seu púlpito tem grande peso sobre o que ele faz no púlpito.


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